O uso da internet na comercialização de veículos está mudando radicalmente a o relacionamento com o público nesse setor, como informa Joel Leite, em sua coluna no site da Agência AutoInforme.
Não se trata de uma venda direta, pois não se compra carro pela internet como se compra livros ou um aparelho eletro eletrônico, que o cliente paga com cartão de crédito e recebe o pedido em casa depois de 48 horas.
A venda do automóvel ainda é realizadana loja, intermediada pelo vendedor, que aborda pessoalmente o comprador, oferece melhores condições de compra, facilidade no financiamento, negocia o preço.
Antes de entrar na revenda, o comprador visitou todos os sites de carros, os sites das montadoras, já fez a pesquisa de preço, conhece o valor e as opções de equipamentos do veículo que vai comprar e dos concorrentes. O cliente entrou na loja sabendo tudo sobre o produto.
Por isso que aumentou o número de aproveitamento de vendas dos clientes que visitam as concessionárias. Há dez anos, só 10% das pessoas que entravam na loja compravam o carro. Hoje 36% dos que entram fecham o negócio, pois já conhecem o carro, vão lá só pra sacramentar a compra.
Para o vendedor é uma chance maior de fazer o negócio. Mas tem o outro lado da questão: se o comprador não for convencido, dificilmente ele voltará na concessionária e provavelmente não retornará em nenhuma outra revenda da mesma marca. Vai para a concorrência.
Para o comprador, a internet é um grande facilitador e um instrumento que lhe dá mais conforto: significa o fim do bate pernas pra comprar.
Assessoria J&W
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